sábado, 19 de dezembro de 2009

PROGRAMA DA DISCIPLINA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM, MINISTRADA PELO PROFESSOR VICENTE MARTINS (UVA, LETRAS, SOBRAL-CE)



Pró-Reitoria de Ensino de Graduação - Curso de Letras
Prof. Ms Vicente Martins - 2009.2

E-mail:
vicente.martins@uol.com.br
AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
Blog: http://letras-uva-aquisicionistas.blogspot.com/

1. Ementa da disciplina:
1.1. Estudo da Aquisição da Linguagem no âmbito da Psicolingüística: teorias, fatores condicionantes e as etapas pré-lingüística e lingüística.
2. Objetivos da disciplina:
2.1. A disciplina tem por objetivo levar o aluno a discutir as diferentes propostas teóricas que pretendem dar conta do processo de Aquisição da Linguagem e a relação entre os diversos componentes da linguagem e seu desenvolvimento à luz de dados – fonológicos, sintáticos e semânticos – da aquisição. São objetivos mais específicos da disciplina:

(a) Proporcionar um panorama das teorias aquisicionistas e o estado atual das pesquisas na área de Aquisição da Linguagem no campo da Psicolingüística.
(b) Conhecer os processos psicológicos envolvidos na aquisição da linguagem oral e escrita.
(c) Propiciar um espaço de reflexão, discussão e intercâmbio de experiência no âmbito dos estudos de Aquisição da Linguagem.
(d) Elaboração do Glossário de Termos Psicolingüísticos relacionados com a Aquisição da Linguagem (GTPAL)
(e) Aplicação de um pequeno teste para avaliar os processos e distúrbios na Aquisição da Linguagem (validação de uma pauta de observação em lectoescrita – leitura, escrita ou ortografia)
3. Conteúdo programático:
3.1. Unidade I – A Linguagem no âmbito da Psicologia e da Lingüística (20 horas/aula)
3.1.1. Linguagem: natureza e aquisição
3.1.2. Psicolingüística: da Psicologia para a Lingüística e da Lingüística para a Psicologia
3.1.3. As abordagens teóricas sobre aquisição da linguagem

3.2. UNIDADE II – A Aquisição da Linguagem escrita: leitura, escrita e ortografia (20 horas/aula).
3.2.1. A aquisição da linguagem no primeiro, segundo e terceiro ano de idade
3.2.2. As características da linguagem na criança na educação infantil (pré-escola)
.2.3. As estratégias da criança para a aquisição da linguagem
3.3. Unidade III – Os problemas de linguagem na criança
Escrita (20 horas/aula)
3.3.1 Os atrasos de linguagem na criança
3.3.2. As dificuldades específicas na linguagem leitura

4. Metodologia de ensino:
4.1. A disciplina Aquisição da Linguagem será ministrada através de aulas teóricas. Serão aulas expositivas, acompanhadas de diversos exemplos, que deverão auxiliar os alunos na reflexão e crítica dos textos apresentados na disciplina. Para a aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala, os alunos deverão elaborar as seguintes atividades acadêmicas: a) Comentários críticos aos textos indicados pelo professor; 2) Resolução de exercícios sobre os textos indicados para leitura obrigatória e 3) Elaboração de artigo científico a partir da aplicação de uma pesquisa básica sobre aquisição da linguagem e 4) Elaboração de um Glossário de Termos Psicolingüísticos Relacionados com a Aquisição da Linguagem, a título de um trabalho final, de caráter individual ou grupal, seguindo as orientações metodológicas do professor e o rigor do trabalho científico e normalização da ABNT.
5. Sistemática de avaliação
5.1. Média Final da disciplina: Entendemos que no âmbito da formação de professor a avaliação a ser acolhida pelo docente é a formativa. Pesarão mais os aspectos qualitativos do que os quantitativos. Para a definição da média final da disciplina serão apreciadas, pelo menos, três avaliações parciais, conforme a sistemática da UVA, levando-se em conta a participação dos alunos nas atividades orientadas pelo professor, freqüência às aulas (75 por cento da presença em sala) e contribuição dos alunos para o aprofundamento de estudos dos colegas de sala. A idéia é uma avaliação contínua e formativa através da entrega de atividades acadêmicas, sempre por escrito, para avaliação do professor.
6. Bibliografia básica (compulsada):

1. AIMARD, Paule. O surgimento da criança na criança. Porto Alegre: Artemd, 1998. [ Capítulo 2, p.55 a 103]
2. BALIEIRO JR, Ari Pedro. Psicolingüística. In MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina. (orgs.). Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v.2. São Paulo: Cortez, 2001. pp.171-201
3. DEL RÉ, Alessandra. A aquisição da linguagem: uma abordagem psicolingüística. São Paulo: Contexto, 2006.
4. DEL RÉ, Alessandra. A pesquisa em aquisição da linguagem: teoria e prática. In DEL RÉ, Alessandra. A aquisição da linguagem: uma abordagem psicolingüística. São Paulo: Contexto, 2006. pp.13-44
5. FERNBACH, Mônica de Araújo. Escrita e interação. In DEL RÉ, Alessandra. A aquisição da linguagem: uma abordagem psicolingüística. São Paulo: Contexto, 2006. pp. 135-167.
6. FRANÇOIS, Frédéric. O que nos indica a “linguagem da criança”: algumas considerações sobre a “linguagem”. In DEL RÉ, Alessandra. A aquisição da linguagem: uma abordagem psicolingüística. São Paulo: Contexto, 2006. pp. Pp.183-200.
7. KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística. São Paulo: Ática, 1990. pp. 98-138.
8. KAUFMAN, Diana. A natureza da linguagem e sua aquisição. In GERBER, Adele. Problemas de aprendizagem relacionados à linguagem: sua natureza e tratamento. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. pp.51-71.
9. LYONS, John. Linguagem e lingüística: uma introdução. Tradução de Marilda Winkle Averbug. Rio de janeiro: Guanabara, 1999. PP.219-243.
10. MELO, Lélia Erbolato. Principais teorias/abordagens da aquisição de linguagem. In MELO, Lélia Erbolato (Org.). Tópicos de psicolingüística aplicada. 2ª ed. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1999. pp.25-53
11. PRÉNERON, Christiane. Distúrbios da linguagem oral e da comunicação das crianças. In DEL RÉ, Alessandra. A aquisição da linguagem: uma abordagem psicolingüística. São Paulo: Contexto, 2006. pp 63-83.
12. PUYUELO, Miguel, RONDAL, Jean-Adolphe. Manual de desenvolvimento e alterações da linguagem na criança e no adulto. Tradução de Antonio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2007. p.221-276.
13. SANTOS, Raquel. A aquisição da linguagem. FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à lingüística: I. objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2002. pp. 11-24
14. SCARPA, Ester Mirian. Aquisição da linguagem. In MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina. (orgs.). Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v.2. São Paulo: Cortez, 2001. pp.203-232.
15. SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia: um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura. Tradução de Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 101-133.
16. VIGOTSKI, L.S. Pensamento e linguagem. tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 200. p. 11—63.

Sobral (CE), Campus da Betânia, o presente plano de disciplina foi atualizado pelo professor Vicente Martins no dia 05 de agosto de 2009.

AQUISIÇÃO: UMA ABORDAGEM DA PRÉ-LINGUAGEM AOS PRIMEIROS VERBOS



Lya Nara Gaspar da Silva


Mário da Silva Lopes


Ruth Késsia Andrade Silva





O presente trabalho, faz uma pequena abordagem sobre o processo de aquisição linguageira das crianças. Inicialmente as primeiras etapas fundamentais são destacadas, e ao longo do trabalho, aprofundadas. Durante o percurso do trabalho, destacam-se todos os pequenos processos, desde as primeiras vocalizações, as lalações, o balbucio, que é aperfeiçoado quando as mesmas recorrem à imitação de algum adulto, os gestos que inicialmente são utilizados por elas para se comunicarem com a mãe ou com alguém próximo, até o surgimento das holófrases, que posteriormente se transformarão nas primeiras frases complexas, até a chegada do primeiro ano, período ao qual a criança expressa-se com sons mais prolongados, e, chegando finalmente ao último processo abordado no presente trabalho, a aquisição verbal.

INTRODUÇÃO

Desde o seu nascimento a criança se utiliza da linguagem para se comunicar. O processo lingüístico da criança se faz ao longo de três etapas fundamentais, sendo elas: A pré-linguagem, que vai de 0 aos 12/18 meses, a primeira linguagem, dos 12/18 aos 30/36 meses, e , por último, a linguagem, a partir dos 36 meses.
Na pré-linguagem, a criança faz o uso de todo seu corpo para transmitir algo que queira ou não, como por exemplo: os olhares, os sorrisos, os gestos, a voz e até mesmo o choro, este que é a primeira manifestação sonora que o bebê produz. A partir dos olhares, surgem os primeiros estímulos para a iniciação de qualquer atividade verbal ou não, o que desempenhará um papel de bastante importância na comunicação entre a mãe e o bebê nos primeiros meses de vida.
* Alunos do 4ª Período - Língua Inglesa da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. Inicialmente, o bebê produz o que é visto pelos adultos como uma forma de desconforto ou de chamado, pois, por não possuírem uma articulação dos sons, elas apenas se expressam com gritos. Mas é importante ressaltar o verdadeiro valor desses gritos, pois eles assumem um papel fisiológico relevante, na medida em que, mesmo de uma forma mecânica, permitem levar a criança a um aprendizado de coordenação sobre sua respiração em função de uma intencionalidade e duração.

Aquisição: Uma abordagem da pré-linguagem aos primeiros verbos

As pequenas vocalizações que são emitidas pelas crianças, surgem por acaso, mas com um tempo, os movimentos de sua boca serão modulados pela imitação, ou seja, ao observar um adulto conversando com ela, esta criança irá olhar fixamente para sua boca, e movimentando exageradamente seus lábios, tentará imitá-lo. Isso acaba sendo um motivo de riso para o adulto, pois para que haja a vocalização, a criança não pode somente mexer seus lábios, ela precisa dominar de forma sincronizada, movimentos finos de grande complexidade, que só terá o domínio posteriormente.
Durante o primeiro ano de vida de uma criança, as vocalizações são substituídas pelas lalações, onde verificamos a produção de sílabas separadas, em que os sons vocálicos ou consonantais são exageradamente prolongados, acompanhados de variações de intensidade. Essas lalações só serão superadas, quando a criança adquirir um maior controle sobre sua respiração e os movimentos de sua boca, transformando esses sons vocálicos indiferenciados, em atividades mais coordenadas.
Após a pré-linguagem, vemos surgir os primeiros sons do balbucio. Estes são considerados mais ou menos iguais, em diferentes línguas estudadas. De início, a criança domina a vogal ‘a’, seguida pelas vogais ‘e’, ‘i’ e ‘u’. Alguns fonemas só serão articulados durante o terceiro ou o quarto ano, e mesmo aos cinco ou seis anos, não é raro ainda encontramos crianças com dificuldades articulatórias.
Ao passar do tempo esse balbucio evolui, sendo primeiramente um balbucio selvagem, quando a criança produz todos os tipos de ruídos e sons de boca que ela consegue. Após esses balbucios selvagens, a criança progressivamente vai adaptando-se aos fonemas da língua materna.
Segundo (Aimard, 1998), por volta dos cinco ou seis meses, podemos observar um período onde a criança costuma repetir os sons que vai produzindo só para se exercitar, e quanto mais ela produz, mais quer produzi-los. Estamos diante de um período de auto-imitações “que reforçam a ligação ‘forma acústica-forma motora’, que é uma espécie de esquema memorizado do fonema”. (AIMARD, Paule. 1998, p. 60)
A heteroimitação também faz parte da aquisição inicial de uma criança, ou seja, o bebê ouve atenta e constantemente os adultos que estão conversando ao seu redor, onde essas produções feitas pelos adultos constituem o papel de repertório fonético da língua, assumindo um papel modelador da língua materna da criança.
Por volta dos seis ou sete meses, as produções dos bebês se revestem pelas repetições de certas sílabas, como por exemplo: ‘ma’, ‘da’, ‘ba’, onde essas repetições se tornarão mais freqüentes por volta dos 8 meses.
Aos dez meses ou mais adiante, notamos que a criança entra em uma fase de reduplicação silábica, brincando com as formas repetidas, que apresentam a estrutura de (consoante;vogal/consoante;vogal). Exemplo: ‘dadada’, ‘bababa’, ‘mamama’, que a partir delas surgirão as primeiras palavras.
Aos doze ou quinze meses, as crianças apresentam palavras vagas, entoações e gestos que ajudam-no nas primeiras conversas com a mãe.
Após o primeiro ano de vida, a criança continua com sua aquisição do sistema fonético, as imitações, as repetições silábicas, etc. É a partir desse momento que surgem suas primeiras palavras para a constituição do seu léxico, e, posteriormente ao fim dos seus dois anos, a criança começa a juntar duas ou mais palavras que darão início as suas primeiras frases.
Geralmente, as primeiras palavras são ‘papai’ e ‘mamãe’, pois nos períodos anteriores, vimos que a primeira vogal que a criança domina é o ‘a’, juntamente com o ‘p’ e o ‘b’ sendo as primeiras consoantes. Como a criança já domina a duplicação das sílabas, com o passar do tempo ela começará a associar ‘papa’ quando ver o seu pai, sendo este o primeiro passo dado pela criança na formação de sua primeira palavra. O mesmo se dá com a mãe, quando a chama de ‘mama'.
Essas primeiras palavras servirão para que a criança possa falar sobre pessoas ou sobre coisas muito importantes na sua vida, prestando a elas um serviço imediato.
Um papel importante é desempenhado pelo adulto, pois este é um provedor de modelos. Um desses modelos é a ecolalia, isto acontece quando a criança repete o fim de uma frase dita por um adulto, como se fosse um eco, sendo esta ecolalia muito construtiva, pois facilita que a criança memorize a forma da palavra e adquira o hábito de usá-la.
As primeiras combinações de palavras, ou primeiras “frases” são conhecidas por holófrases, ou seja, são enunciados de apenas uma palavra, mas que possuem um significado mais amplo, transmitindo uma idéia completa. A criança utiliza essas holófrases para exprimir desejos e também para se referir a objetos ou a algo de sua vida cotidiana.
Durante o terceiro ano de vida, formam-se as estruturas que são essenciais na língua. Nesse período constatamos a simplificação, que afeta a forma geral das palavras, pois quase sempre as palavras compridas são resumidas. Isto acontece porque a criança ainda possui dificuldade com a pronúncia de diversas sílabas, por exemplo, ao invés de dizer ‘o bicho’, elas simplificam dizendo apenas ‘o bi’, ou ainda podem reduzir algumas palavras expressando apenas o começo e o fim (‘pota’ ‘tata’ para significar hipopótamo).
No que se refere à aquisição de verbos falados pelas crianças, (neste caso as que têm menos de três anos de idade), podemos constatar que são adquiridos de forma mais lenta na linguagem. Isto ocorre pois esta classe de palavras dispõe de formas distintas, por exemplo, diversas conjugações, tempos diferentes, etc. E para uma criança, torna-se complicado, visto que esta ainda não domina uma lógica precisa ao falar os verbos de forma correta, mesmo que em sua mente ela saiba o que quer dizer.
Mesmo aos três anos de idade, geralmente, as crianças ainda dotam de pouca noção a respeito dos verbos. Um exemplo, é que não diferenciam de forma correta o passado e o futuro. Isto porque para dominar bem as terminações dos verbos, é necessário dominar o uso dos pronomes pessoais. Entretanto, os verbos no passado são falados com mais frequência. Já os verbos no futuro são falados mais tarde, usualmente, por crianças entre quatro ou cinco anos de idade. E quanto ao uso de verbos no presente, são utilizados nessa mesma faixa etária.
A generalização é outro fator presente na aquisição de verbos na linguagem das crianças, sendo que estas ouvem e imitam a fala dos adultos. Assim, aprendem alguns exemplos ou terminações e desta forma, utilizam o que ouviram nas demais palavras. Esta generalização pode atrapalhar devido ao fato de que ocorrerão muitas falhas na linguagem da criança, especialmente na utilização dos verbos irregulares, que têm um uso ainda mais complicado. Por exemplo, sempre que a criança escuta uma palavra de terminação 'ra', ela irá perceber que aquela terminação levará a palavra ao futuro, utilizando-se desse método com outras palavras.
No entanto, mesmo com todas as dificuldades que as crianças sentem ao usar os verbos de forma correta, elas têm consciência do que querem expressar. Podem ocorrer frustrações, quando estas não conseguem se expressar inicialmente, mas ao longo do tempo, com a influência dos pais e do meio em que vivem, podem aumentar seu vocabulário, principalmente a utilização dos verbos, sendo conjugados de forma correta.

Considerações Finais

Conclui-se que, durante a aquisição da linguagem nas crianças, elas adotam processos fundamentais para que isto aconteça. Tendo juntamente a influência de pessoas próximas e do meio, exercendo um papel essencial para a formação e o desenvolvimento da linguagem. Vê-se o quanto é importante cada processo na estruturação da linguagem, não podendo ser desassociado da criança, pois eles são necessários para a posterior fluência da criança com sua língua materna.
BIBLIOGRAFIA

LIMA, Rosa Maria e BESSA, Maria de Fátima. Desenvolvimento da linguagem na criança dos 0-3 anos de idade: uma revisão. Disponível em:
http://scholar.google.com.br/scholar. Acesso em 20.10.2009 às 19:40h.

AIMARD, Paule. O surgimento da linguagem na criança. Porto Alegre: Artmed, 1998.


O presente artigo, produzido por Lya Nara Gaspar da Silva, Mário da Silva Lopes e Ruth Késsia Andrade Silva, atendeu exigências acadêmicas da disciplina Aquisição da Linguagem, ministrada pelo professor Vicente Martins, da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral.